MINHAS MÃOZINHAS

O bebê se descobrindo,
Começou a se olhar.
Olhava o pezinho,
Do dedinho ao calcanhar.

Olhava a perninha
E começava a imaginar,
Logo, logo vou andar,
Vou correr, vou brincar...

Achou muito engraçado
O joelho tão pequeno,
Viu que podia ficar agachado
E, sorriu, sereno.

Então, olhou a mãozinha,
Foi o que o chamou mais à atenção,
Tinha dedinho igual ao pé,
Mas, pé não era não!

Os dedinhos eram maiores
E a mão, fechava e abria.
Observando sua mãozinha,
O bebê pensava e sorria:

“Minhas mãozinhas estão crescendo,
Minhas perninhas, também.
Logo, logo vou crescer,
Vou virar gente grande também”!                       
E, continuava curioso,
Para as mãozinhas, a olhar.

Buscando uma resposta,
Continuava a pensar,
“Para quê servem os dedinhos?”
“Ah! Servem para coçar.”
E, assim, ficava pensando,
Até quase cochilar,
Mas, querendo descobrir,
Continuava a pensar...

Então, segurando o pezinho,
Descobriu, sem querer,
Que a mão serve para segurar,
Agarrar, puxar, mexer...

Pensou logo na mamãe,
“Que vontade lhe contar!
Se eu soubesse falar,
Iria lhe dizer:
Mamãe, eu descobri
Para que serve a mãozinha.
Que vontade de dizer!
Ela serve pra tanta coisa,
Até mesmo, acariciar você!”

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