CONTANDO NINGUÉM ACREDITA!
Ninguém acredita que fui peixe um diaque numa noite fria alimentei alguém.
Ninguém acredita que fui água um dia
que no calor do deserto refresquei alguém.
Ninguém acredita que fui borboleta um dia
que num momento inefável de minha vida
enfeitei o jardim de alguém.
Ninguém acredita que já fui santo
que no desespero do desabrigado
consolei, alimentei, aconcheguei alguém.
Ninguém acredita que já fui rei
que no meu castelo só existia amor e bem
que nos jardins floridos eu amava
e era amado por outro alguém.
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