O MENDIGO E A CARTEIRA (Crônica)
Numa bela manhã de
outono João da Silva, mendigo profissional estava caminhando pelo parque onde
morava quando, de súbito, encontrou uma carteira. Com seu corpo debilitado pela
fraqueza causada por falta de alimento, agachou-se e recolheu seu precioso
achado, não pôde acreditar no que viu. A carteira estava recheada. Assustado,
correu para seu esconderijo no fundo do parque, morava numa caverna e dizia que
era seu palácio.
Guardou a carteira num buraco na pedra
e ficou imaginando o que faria com o dinheiro. Desejava muitas coisas, “talvez
o dinheiro nem desse para realizar seus desejos.” Ficou na toca matutando,
sobre qual destino daria ao dinheiro. Pensou, repensou e chegou à conclusão que
iria comprar um barraquinho na favela, depois se lembrou que precisava de
roupas novas e cobertor, mas pensando melhor, compraria comida também; estava
cansado de viver pedindo e passando fome!
Depois que resolveu o que fazer, foi
às compras. Contudo, não teve sorte. Ao abrir a carteira para pagar as roupas
que comprara, a vendedora ficou desconfiada e chamou a polícia, o pobre coitado
explicou o acontecido, mas foi levado para a delegacia, de lá foi direto para o
xadrez. Mas não reclama, tem cama quentinha, comida e banho todos os dias.
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